PREVALÊNCIA DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM “COMUNICAÇÃO VERBAL PREJUDICADA” NAS UNIDADES DE UM HOSPITAL PRIVADO

Naara Fernanda Custodio Vieira, Maiara Rodrigues dos Santos, Ana Claudia Giesbrecht Puggina

Resumo


Objetivo: identificar a prevalência do Diagnóstico de Enfermagem “Comunicação Verbal Prejudicada” (CVP), a frequência das características definidoras e dos fatores relacionados; (2) associar dados pessoais e da internação com a prevalência do diagnóstico. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal quantitativo com pacientes internados em um hospital privado. Resultados: Participaram 384 pacientes com média de idade 58,6 (±17,4) anos. A maioria do sexo masculino (54,4%). A característica definidora e o fator relacionado mais frequentes foram não fala (27,8%) e alteração no sistema nervoso central (26,3%). Foram encontradas associações entre o diagnóstico e a unidade hospitalar em que o paciente estava internado (p<0,001), faixa etária (p<0,000) e escolaridade (p<0,001). O diagnóstico CVP apresentou prevalência de 37% no geral. Entretanto, a prevalência foi de 79,6% na UTI. Conclusão: Pacientes com mais idade e menor escolaridade parecem ser mais suscetíveis a ter esse diagnóstico. O diagnóstico CVP é alarmante em pacientes em cuidados intensivos.

 

PREVALENCE OF NURSING DIAGNOSIS “IMPAIRED VERBAL COMMUNICATION” IN THE UNITS OF A PRIVATE HOSPITAL

 

Objective: to identify the prevalence of the Nursing Diagnosis “Impaired Verbal Communication” (IVC), the frequency of defining characteristics and related factors; (2) associate personal and hospitalization data with the prevalence of the diagnosis. Methodology: A quantitative cross-sectional study was conducted with patients admitted to a private hospital. Results: Participated 384 patients with mean age 58.6 (± 17.4) years. Most males (54.4%). The most frequent defining characteristic and related factor were non-speech (27.8%) and central nervous system alteration (26.3%). Associations were found between the diagnosis and the impatient unit in which the patient was hospitalized (p <0.001), age group (p <0.000) and education level (p <0.001). The diagnosis of IVP had a prevalence of 37% overall. However, the prevalence was 79.6% in the Intensive Care Unit. Conclusion: Of the 384 patients analyzed, elderly people with low education seem to be more susceptible to this diagnosis, which is alarming in patients in intensive care, with some physical impediment to speech or altered level of consciousness.

Descriptors: Prevalence; Nursing Diagnosis; Nursing; Nonverbal Communication.

PREVALENCIA DEL DIAGNÓSTICO DE ENFERMERÍA "COMUNICACIÓN VERBAL PERJUDICADA" EN LAS UNIDADES DE UN HOSPITAL PRIVADO

Objetivo: identificar la prevalencia del diagnóstico de enfermería "Comunicación Verbal Perjudicada" (CVP), la frecuencia de definición de características y factores relacionados; (2) asociar datos personales y de hospitalización con la prevalencia del diagnóstico. Metodología: se realizó un estudio transversal cuantitativo con pacientes ingresados en un hospital privado. Resultados: participaron 384 pacientes con una edad media de 58.6 (± 17.4) años. La mayoría de los hombres (54.4%). La característica definitoria más frecuente y el factor relacionado fueron el no habla (27.8%) y la alteración del sistema nervioso central (26.3%). Se encontraron asociaciones entre el diagnóstico y la unidad de hospitalización en la que el paciente fue hospitalizado (p <0.001), grupo de edad (p <0.000) y escolaridad (p <0.001). El diagnóstico de CVP tuvo una prevalencia del 37% en general. Sin embargo, la prevalencia fue del 79,6% en la Unidad de Terapia Intensiva. Conclusión: De los 384 pacientes analizados, las personas mayores con baja educación parecen ser más susceptibles a este diagnóstico, lo cual es alarmante en pacientes en cuidados intensivos, con algún impedimento físico para el habla o alteración del nivel de conciencia.

Descriptores: Prevalencia; Diagnóstico de Enfermería; Enfermería; Comunicación no Verbal.


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DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2019.v10.n3.2577

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