Desafios para enfermeiros e fisioterapeutas assistirem mulheres idosas com incontinência urinária

Andrelise Viana Rosa Tomasi, Silvia Maria Azevedo dos Santos, Gesilani Júlia da Silva Honório, Melissa Orlandi Honório Locks

Resumo


Objetivo: conhecer como os enfermeiros e fisioterapeutas cuidam de mulheres idosas com incontinência urinária na Atenção Primária de Saúde. Metodologia: estudo qualitativo, do tipo exploratório-descritivo, com análise temática descritiva. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 10 enfermeiros e 14 fisioterapeutas atuantes em um Distrito Sanitário de Saúde de uma capital do Sul do Brasil. Resultados: os achados ratificam que o cuidado à população idosa fica fragmentado dentro da Atenção Primária de Saúde. Os idosos são atendidos de acordo com a doença crônica que possuem ou a queixa principal que apresentam. O mesmo ocorre com relação à incontinência urinária, que não é investigada nem priorizada no cuidado. Conclusão: é necessária uma educação permanente ou capacitação para que os profissionais possam responder aos desafios do envelhecimento populacional, em todos os aspectos da saúde, com vistas ao autocuidado.


Texto completo:

PDF

Referências


Veras R. Envelhecimento populacional contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Rev.Saúde Pública. [Internet]. 2009 [citado 2018 Mar 15];43(3):548-554. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v43n3/224.pdf

Nasri F. O envelhecimento populacional no Brasil. Einstein. [Internet]. 2008 [citado 2018 Mar 15]; 2008; 6 (Supl1):S4-S6.Disponível em: http://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/833-Einstein%20Suplemento%20v6n1%20pS4-6.pdf

Moraes EN, Marino MCA, Santos RR. Principais síndromes geriátricas. Rev. Med. Minas Gerais [internet]. 2010 [citado 2018 Mar 17];20(1):54-66. Disponível em: http://www.observatorionacionaldoidoso.fiocruz.br/biblioteca/_artigos/196.pdf

Pitangui ACR, Silva RG, Araújo RC. Prevalência e impacto da incontinência urinária na qualidade de vida de idosas institucionalizadas. Rev. Bras.Geriatr.Gerontol. [Internet]. 2012 [citado 2018 Mar 19]; 15(4):619-626. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1809-8232012000400002&script=sci_abstract&tlng=pt

Moraes EN. Atenção à saúde do idoso: aspectos conceituais. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde. [Internet]. 2012 [citado 2018 Mar 15]. Disponível em: https://apsredes.org/pdf/Saude-do-Idoso-WEB1.pdf

Langoni CS, KnorstMR, Lovatel GA, Leite VO, Resende TL. Incontinência urinária em idosas de Porto Alegre: sua prevalência e sua relação com a função muscular do assoalho pélvico. Fisioter. Pesq. [Internet]. 2014 [citado 2018 Mar 16]; 21(1):74-80. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1809-29502014000100074&script=sci_arttext&tlng=pt

Mata LRF, Gomes CRG, Goulart LC, Macedo MML, Rodrigues RN. National scientific production in nursing journals related to urinary incontinence: integrative review. Rev. Enferm. UFPE. [Internet]. 2014 [citado 2018 Mar 16]; 8(7):3188-3196. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/10042

MinayoMCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 13.ed. São Paulo: Hucitec; 2013.

Ministério da Saúde (BR). Diretrizes e normas regulamentadoras da pesquisa em seres humanos: Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Rio de Janeiro: FIOCRUZ. [Internet]. 2012 [citado 2017 Nov 14]. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. 3. ed. Brasília [Internet]. 2010 [citado 2018 Abr 05]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf

BandeiraFJS, Campos ACV, GonçalvesLHT.Rede de atenção: fragilidades no processo de implementaçãonaperspectiva de especialistasemgestão da atençãoprimária. Enferm.Foco. [internet]. 2019 [citado 2019 Set 04]; 10(2):24-29. Disponívelem: http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/1988/514

Barbosa SS, Oliveira LDR, Lima JLDA, Carvalho GM, Lopes MHBM. Como profissionais de saúde da rede básica identificam e tratam a incontinência urinária feminina. O Mundo da Saúde. [Internet]. 2009 [citado 2018 Abr 18]; 33(4):449-456. Disponível em: http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/70/449a456.pdf

KesslerM, Facchini LA, Soares MU, Nunes BP, França SM, Thumé E. Prevalência de incontinência urinária em idosos e relação com indicadores de saúde física e mental. Rev. Bras.Geriatr.Gerontol.[Internet]. 2018 [citado 2019 Jan 10]; 21(4):409-419. Disponível em:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232018000400397&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Gözükara F, Koruk İ, Kara B. Urinary incontinence among women registered with a family health center in the Southeastern Anatolia Region and the factors affecting its prevalence. Turk. J. Med. Sci. [Internet]. 2015 [citado 2018 Mar 20];45(4):931-9. Disponívelem:http://journals.tubitak.gov.tr/medical/issues/sag-15-45-4/sag-45-4-31-1410-31.pdf

Duralde ER, Walter LC, Van Den Eeden SK, Nakagawa S, Subak LL, Brown JS, et al. Bridging the Gap: Determinants of Undiagnosed or Untreated Urinary Incontinence in Women. Am. J. Obstet. Gynecol. [Internet]. 2015 [citado 2018 Mar 20];pii:S0002-9378 (15) 01020-0. Disponívelem: http://ac.els-cdn.com/S0002937815010200/1-s2.0-S0002937815010200-main.pdf?_tid=8c39196e-8703-11e5-a744-00000aacb362&acdnat=1447088681_08badbd6b1f61c28efb5592cf6c9185a

Loureiro LSN, Medeiros ACT, Fernandes MGM, Nóbrega, MML. Incontinência urinária em mulheres idosas: determinantes, consequências e diagnósticos de enfermagem. Rev. Rene.[Internet]. 2011 [citado 2018 Mar 21];12(2):417-423. Disponívelem: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=324027975019

Silva L. Lopes MHBM. Incontinência urinária em mulheres: razões da não procura por tratamento. Rev. Esc. Enferm. USP. [Internet]. 2009 [citado 2018 Abr 19]; 43(1):72-78.

Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342009000100009

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica/Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília. [Internet]. 2012 [citado 2018 Abr 05]. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/pnab.pdf

FratiniJRG, Saupe R, Massaroli A. Referência e contra referência: contribuição para a integralidade em saúde. Cienc.Cuid. Saúde. [Internet]. 2008 [citado 2018 Abr 21]; 7(1):65-72. Disponível em: http://4908-Texto%20do%20artigo-14551-1-10-20080908%20(1).pdf

Caldas CP, Conceição IRS, José RMC, Silva BMC. Terapia comportamental para incontinência urinária da mulher idosa: uma ação do enfermeiro. Texto Contexto Enferm. [Internet]. 2010 [citado 2018 Abr 21]; 19(4):783-788. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072010000400023

Strickland, R. Reasons for not seeking care for urinary incontinence in older community-dwelling women.Urol. Nurs. [Internet]. 2014[citado 2018 Abr 21]; 34(2):63-68. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24919243

Oliveira EM, Spiri WC. Programa saúde da família: a experiência de equipe multiprofissional. Rev.Saúde Pública. [Internet]. 2006 [citado 2018 Abr 21];40(4):727-733.

Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/rsp/v40n4/25.pdf

Acioli S, KebianLVA, Faria MGA, Ferraccioli P, Correa VAF. Práticas de cuidado: o papel do enfermeiro na atenção básica. Rev. Enferm. UERJ. [Internet]. 2014 [citado 2018 Abr 21]; 22(5):637-642. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/v22n5/v22n5a09.pdf

Suskind AM, Cawthon PM, Nakagawa S, Subak LL, Reinders I, Satterfield S, et al. Urinary incontinence in older women: the role of body composition and muscle strength: from de heath, aging, and body composition study. J Am Geriatr.Soc. [Internet].2017[citado 2018 Abr 21]; 65(1):42-50.Disponívelem: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5258849/

Parque S, Yeoum S, Kim Y, KwonHJ. Self-management experiences o folder Korean womenwithurinaryincontinence: a descriptivequalitativestudyusingfocusgroups. J WoundOstomyContinenceNurs. [Internet]. 2017 [citado 2018 Abr 21]; 44(6)572-577. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29117084




DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2020.v11.n1.2650

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Eletrônico ISSN: 2357-707X

Impresso ISSN: 2177-4285

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.