Desbridamento de feridas em idosos na atenção primária em saúde

Juliana Balbinot Reis Girondi, Daniela Soldera, Scheila Monteiro Evaristo, Melissa Orlandi Honório Locks, Lúcia Nazareth Amante, Amanda de Souza Vieira

Resumo


Objetivo: Identificar o conhecimento dos enfermeiros sobre desbridamento de feridas. Método: Estudo exploratório, descritivo realizado com 22 enfermeiros da Estratégia Saúde da Família de um município do Sul do Brasil. A coleta de dados ocorreu entre  maio e junho de 2018 por meio de questionário semiestruturado online. Para análise dos dados utilizou-se o software de análise estatística descritiva.  Resultados: Maioria dos enfermeiros conhece as técnicas de desbridamento e contraindicações, porém não sentem-se aptos e seguros para executá-lo, reflexo da fragilidade de instrumentalização, pois relatam que o conhecimento foi adquirido somente na graduação. Outro motivo de insegurança ao realizar o desbridamento é o distanciamento dessa prática diária. Conclusões: A instrumentalização dos enfermeiros com a prática do desbridamento é  essencial para o processo de cicatrização de feridas. Uma vez que ações sistematizadas e individualizadas são fundamentais para o  sucesso do tratamento de feridas complexas.


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DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2019.v10.n5.2669

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