Conhecimento da equipe de enfermagem em relação aos sinais e sintomas da sepse

André Luiz Alvim, Larissa Maria Silvano, Rebeca Tavares de Melo Ribas, Renata Lacerda Prata Rocha

Resumo


Objetivo: verificar o conhecimento dos profissionais de enfermagem em relação aos sinais e sintomas da sepse. Método: estudo descritivo que foi realizado em um hospital de grande porte localizado na região leste de Belo Horizonte, MG, Brasil. A amostra contemplou 61 participantes atuantes no setor de internação que responderam um instrumento estruturado com 25 questões de múltipla escolha. Resultados: a maioria dos profissionais concordou totalmente sobre a temperatura >38oC (82,0%), oligúria (80,3%), frequência cardíaca >90 bpm (68,8%), delirium (59,0%) e hipotensão (80,3%).  No entanto, os fenômenos cardiovasculares da sepse não obteve frequência satisfatória, pois a equipe de enfermagem discordou totalmente (49,2%) sobre a hipervolemia, vasodilatação periférica, depressão miocárdica, e hipermetabolismo. Conclusão: a equipe de enfermagem possui conhecimento adequado sobre a temática, porém observou-se dificuldade na identificação das disfunções cardiovasculares, reforçando a necessidade de treinamentos em relação ao protocolo gerenciado.

Descritores: Qualidade da Assistência à Saúde; Sepse; Sinais e Sintomas; Equipe de Enfermagem.

 

Abstract: Objective: to verify the knowledge of nursing professionals regarding the signs and symptoms of sepsis. Method: a descriptive study that was performed in a large hospital located in the eastern region of Belo Horizonte, Brazil. The sample comprised 61 participants in the inpatient sector who answered a questionnaire with 25 objective and multiple choice questions. Results: most professionals totally agreed on temperature >38oC (82.0%), oliguria (80.3%), heart rate >90 (68.8%), delirium (59.0%) and hypotension (80.3%). However, cardiovascular phenomena in clinical findings did not reach satisfactory frequency, as nursing professionals totally disagreed (49.2%) about hypovolemia, peripheral vasodilation, myocardial depression, and hypermetabolism. Conclusion: the nursing staff has a good knowledge on the subject, but there was difficulty in correctly assessing cardiovascular phenomena, reinforcing the need for training in relation to the institutional protocol.

Descriptors: Quality of Health Care; Sepsis; Signs and Symptoms; Nursing, Team.

 

Objetivo: verificar el conocimiento de los profesionales de enfermería sobre los signos y síntomas de la sepsis. Método: estudio descriptivo transversal que se realizó en un gran hospital ubicado en la región oriental de Belo Horizonte, MG, Brasil. La muestra estaba compuesta por 61 participantes del sector de pacientes hospitalizados que respondieron un cuestionario con 25 preguntas objetivas y de opción múltiple. Resultados: la mayoría de los profesionales declararon que el hospital del estudio tiene un protocolo de sepsis (95.1%) y recibió capacitación sobre el tema hace unos meses (77.1%). Sin embargo, los fenómenos cardiovasculares en los hallazgos clínicos no alcanzaron una frecuencia satisfactoria, ya que los profesionales de enfermería no estuvieron de acuerdo (49.2%) sobre la hipovolemia, la vasodilatación periférica, la depresión miocárdica y el hipermetabolismo. Conclusión: el personal de enfermería tiene un buen conocimiento sobre el tema, pero hubo dificultades para evaluar correctamente los fenómenos cardiovasculares, lo que refuerza la necesidad de capacitación en relación con el protocolo institucional.

Descriptores: Calidad de la Atención de Salud; Sepsis; Signos y Síntomas; Grupo de Enfermería.


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DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2020.v11.n2.2951

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