Condições envolvidas na realização de traqueostomia em pacientes internados em unidade de terapia intensiva

Miguir Terezinha Vieccelli Donoso, Erica Pertussati, Giovana Paula Rezende Simino, Lilian Kelly Barbosa Lima, Selme Silqueira de Mattos, Barbara Vieira Oliveira e Silva

Resumo


Objetivo: analisar as condições envolvidas na realização de traqueostomia em pacientes em ventilação mecânica, internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de hospital privado. Método: estudo analítico, transversal e retrospectivo, realizado no ano de 2017.  Foram analisadas variáveis idade, sexo, principal ocupação, estado civil, classificação por sistema ou órgão acometido, dia da traqueostomização e desfecho (alta da UTI ou óbito). Os dados foram analisados no programa R versão 3.6, gerando estatísticas descritivas como: média, desvio padrão, mínimos e máximos para as variáveis quantitativas e proporções para as variáveis qualitativas. Resultados: a maioria foi constituída por pessoas do sexo masculino, casadas, procedentes da capital e com atividade laboral. Os sistemas mais acometidos foram respiratório, neurológico e gastrointestinal. Da casuística, 60% tiveram alta da UTI e 40% foram a óbito. A idade média foi de 70 anos e a mediana de 68. Os pacientes foram traqueostomizados, em média no 11,18o dia pós intubação orotraqueal. Cruzando-se variáveis, obteve-se associação somente entre desfecho (alta ou óbito) e sistema acometido. Conclusão: sugere-se a realização de novos estudos focados nos cuidados de enfermagem com pessoas traqueostomizadas.  A traqueostomização constitui uma prática invasiva, que demanda cuidados e atenção especial.

Descritores: Traqueostomia; Respiração artificial; Unidade de Terapia Intensiva.

 


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DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2021.v12.n3.3737

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